segunda-feira, 10 de maio de 2010

80% dos hotéis, restaurantes, bares e similares estão irregulares

CPI da COVISA ouve representantes de entidades de restaurantes, bares e supermercados

Na reunião desta terça-feira (04/05), a CPI da COVISA continuou a acompanhar as condições sanitárias dos estabelecimentos. Primeiramente, recebeu o diretor jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo, Sérgio Martins.

Segundo Martins, 80 % dos seus associados estão irregulares. “Temos em torno de 40 mil empresas como associados. Muitos preferem ficar na ilegalidade, porque não pagam impostos. Muitos são na periferia, temos problemas lá de segurança. Nós não aceitamos isso”, disse.

O relator da CPI, vereador Jamil Murad (PCdoB), quis saber como é feito o controle de qualidade do palmito que é servido nos estabelecimentos. “Os associados vão atrás de uma mercadoria com rótulo, carimbo da CIF. Se a origem está ilegal, cabe à COVISA fiscalizar”, respondeu Martins.

Em seguida, a CPI realizou a oitiva dos representantes da Associação Paulista de Supermercados, João Sanzovo Neto e Roberto da Silva Borges.

Os representantes informaram que a entidade, que tem 181 associados na Capital, capacitou cerca de 17.000 profissionais e procura prevenir os problemas através de um “manual de boas práticas”. Borges contou ainda que se um produto colocado nas gôndolas do supermercado conter, por exemplo, uma farinha de trigo que vence em três dias e uma mussarela que vence em 10, a orientação da Associação é que o prazo considerado seja o menor.

A Associação também instalou uma Comissão de Segurança Alimentar composta por veterinários e nutricionistas.

“A COVISA não tem quadro técnico, equipamento, nem automóvel para manter uma rotina de fiscalização. Nós temos rotineiramente matérias nos jornais mostrando que nós encontramos produtos perecíveis vencidos”, conclui o vereador Paulo Frange (PTB).

Frange se preocupou com o controle de qualidade dos produtos acondicionados e vendidos nos supermercados sobretudo no período da noite, porque o resfriamento dos produtos em alguns estabelecimentos muitas vezes é desligado.

“Quando se pega a carne e passa por aquele equipamento que faz a carne moída, você a expõe à oxidação. No meio ambiente, temos bactérias, vírus e parasitas circulando. A carne passa a ser objeto da contaminação. A carne deve ser moída e consumida num prazo muito curto, de preferência no mesmo dia. Alimentações fracionadas como o queijo também são preocupação nossa. Vejam a quantidade de diarreias e problemas gastrointestinais na cidade de São Paulo”, observa.

O vereador Gilberto Natalini (PSDB) passou a integrar a CPI, em substituição ao vereador Gilson Barreto, por decisão da sua bancada.

Estiveram presentes à reunião da CPI, os vereadores Aurélio Miguel (PR), presidente; Jamil Murad (PCdoB), relator; Sandra Tadeu (DEM); Gilberto Natalini; José Police Neto (PSDB); Paulo Frange; Milton Ferreira (PPS) e Zelão (PT).

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