quarta-feira, 19 de maio de 2010

Economia aquecida atrai marcas de alto luxo ao País

O mercado de luxo movimentou algo como US$ 6,45 bilhões no Brasil no ano passado. Nem mesmo a crise abalou o astral desse mercado. O valor supera em 8% os US$ 5,99 bilhões registrados em 2008, apesar do efeito recessivo da crise financeira global.

Os dados são da edição mais recente da pesquisa O mercado de luxo no Brasil, da MCF Consultoria e da Gfk Brasil, que ouviu empresas e clientes do setor.

A perspectiva para 2010 não poderia ser melhor. Segundo o estudo, a venda de produtos de luxo deve crescer acima de 50% neste ano, para US$ 9,67 bilhões. Se isso se confirmar, pode ser o melhor ano da história do setor no País.

A pesquisa engloba um mercado de cerca de 300 empresas de moda, automóveis, joias, perfumes, cosméticos, hotelaria, comida e bebida.

O levantamento aponta que, quando se fala em luxo, o mundo da moda vem em primeiro lugar. De acordo com a pesquisa, a primeira marca que vem à cabeça de 23% dos consumidores é a Louis Vuitton, seguida por Giorgio Armani (10%), Chanel (8%), Dior (6%) e Gucci (5%). A Tiffany & Co. ocupa a sexta colocação, apontada por 4% dos consumidores entrevistados.

A crise passou longe da rede Tiffany no Brasil. O crescimento das vendas em 2009 surpreendeu, com variação de dois dígitos em relação ao ano anterior.

Emergente. O mercado brasileiro de luxo é amplamente emergente. Segundo relatório recente do banco Merril Lynch, existem no Brasil 131 mil pessoas com investimentos de pelo menos US$ 1 milhão. O Brasil é o décimo país com contas bancárias milionárias.

Neste ano, o ranking dos homens mais ricos do mundo, publicado anualmente pela revista Forbes, traz 18 bilionários brasileiros. Pela primeira vez um deles ficou entre os dez mais ricos do mundo. Com uma fortuna estimada em US$ 27 bilhões, o empresário Eike Batista, do grupo EBX, que atua em áreas como petróleo, mineração e logística, ocupa a oitava posição. 

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