segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pesquisador paulista avalia riscos de queda de árvores em ambientes urbanos

A queda de árvores em ambientes urbanos foi avaliada em um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq, da USP, em Piracicaba.

O biólogo, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT, do Estado de São Paulo, Sérgio Brazolin, identificou que a presença de fungos e cupins pode estar associada à queda das árvores.

Brazolin analisou árvores da espécie Tipuana tipu, presentes em ruas dos bairros Pacaembu, Sumaré, Jardins, Cerqueira César, Alto da Lapa, Alto da Boa Vista e Paraíso, nas Zonas Oeste e Sul de São Paulo. Cerca de 16% das 1.109 árvores estudadas estavam em estado de alerta máximo, ou seja, precisando de manejo para evitar riscos à população.

O risco de queda é avaliado a partir de dados como o estado de sanidade biológica, que indica a presença de pragas como fungos e cupins, a deterioração interna, as medidas, as condições do entorno, etc. Fatores externos também são levados em consideração, como presença de postes, pontos de ônibus e até como foi realizada a poda da copa.

Foi elaborado um roteiro com informações para que os responsáveis pelo manejo das árvores possam verificar a existência de problemas e dar prioridade às que necessitam de mais cuidados.

Nos casos de alerta máximo, em que o risco de queda é maior, são necessárias providências imediatas, de acordo com o pesquisador. “Deve-se realizar tratamento para eliminar cupins e uma poda na copa que reequilibre a árvore, buscando o seu centro de gravidade”, disse. “É preciso também tomar cuidado com a fiação elétrica nas proximidades e educar as pessoas para evitarem injúrias contra as raízes e o tronco”, completou.

Apenas em último caso a remoção é recomendada, quando a árvore se encontra no limite de resistência. “Acima de tudo, as autoridades devem avaliar o risco de queda para a população”, alertou Brazolin.
*Com informações da USP.

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