terça-feira, 30 de novembro de 2010

Brasil em 20º lugar entre os países mais ADMIRADOS


O consultor britânico Simon Anholt, especialista em imagem internacional de países, concedeu durante o seminário “A Imagem do País e a Promoção Turística Internacional”, que ocorre em Brasília nesta segunda e terça-feira, dias 29 e 30, a palestra “Formação da imagem do país e seus impactos no turismo”. Na abertura do seminário, o consultor destacou a posição do Brasil em 20º lugar como um dos países mais admirados no mundo. A posição de destaque foi conquistada na pesquisa realizada em 2009, por Anholt, que desenvolve o estudo desde 2005 e entrevista mais de 20 mil pessoas no mundo todo sobre a imagem de 50 países diferentes. O evento é promovido pela Embratur e organizado pelo Intituto Marca Brasil.

A 20ª colocação põe o País como o primeiro emergente da lista e o primeiro a conseguir figurar entre os 20 melhores colocados. Encabeçam a lista os Estados Unidos da América, a França e a Alemanha. Anholt explicou a avaliação da pesquisa é uma espécie de “Marca do país”, baseada em seis grandes temas que vão compor um hexágono para representar o Brasil, por exemplo. Os seis temas são: produtos daquele país, os governos, a cultura nacional, as pessoas, o turismo e os investimentos aliados à imigração recebidos por aqueles países. “Essa imagem, a reputação de um país, é seu bem mais valioso”, avalia.

O especialista utiliza um gráfico formado pelos seis temas para explicar que a situação de destaque do Brasil é frágil por estar concentrada especialmente em três fatores, o turismo, a cultura e as pessoas. São três temas que, segundo o consultor, “colocam o país como amado, mas isso não quer dizer respeitado”. O Brasil é visto como alegre, hospitaleiro e paradisíaco, mas peca quando se analisa o país como um produtor e exportador. A marca não está ligada à competência, eficiência ou alta tecnologia.

“O Brasil acaba lembrado como um país decorativo. Essa é a reputação errada para se alçar ao papel de um importante ator internacional”, analisa o britânico. Outro perigo é a aproximação com a imagem negativa que a população tem da América Latina. Segundo o especialista, a grande maioria da população utiliza imagens um pouco baseadas em clichês sobre a maior parte dos países do mundo. Agora, o Brasil é visto de maneira destacada da imagem do continente.

Potencial

“As pessoas que entrevisto amam a ideia de marcas brasileiras, mesmo que não conheçam nenhuma”, comenta Anholt, que acrescenta que esse é um potencial imenso para a expansão de produtos brasileiros no exterior. “Um produto com a marca Brasil só conseguiria ganhar destaque pela marca do país se houver um trabalho para melhorar a imagem em todos os seis aspectos. E essa iniciativa deve vir de todos os setores envolvidos no processo, não apenas do Governo ou da iniciativa privada”, disse.

No critério Produtos o Brasil aparece em 26º (era 27º em 2008). No tema Governo, passou de 26º para 24º lugar. Investimentos e imigração, 21º (23º). O destaque fica para Cultura, em que manteve a 10ª colocação. Em Turismo, passou de 13º a 12º. E em Pessoas, saltou de 20º para 17º. Segundo Anholt, a imagem de destaque do país nos critérios Cultura, Turismo e Pessoas é em grande parte responsabilidade do bom trabalho realizado na promoção do turismo brasileiro.

O seminário continua com a presença de outro especialista, agora no tema turismo, o espanhol Eulógio Bordas, CEO da THR - International Tourismo Consultants, empresa líder de mercado na área dos serviços de turismo e hotelaria em Barcelona. O especialista concede nesta terça-feira, 30, a palestra Competitividade no Mercado Turístico Internacional, às 10h da manhã.

CM

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