terça-feira, 30 de novembro de 2010

Rio não precisará hospedar turistas navios nos Jogos de 2016, indica setor hoteleiro


RIO - Desde que o Rio foi escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, nove mil novos quartos de hotel foram anunciados na cidade. Cerca de cinco mil já estão em construção ou em projetos iniciados e outros quatro mil estão em planejamento, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alvaro Brito Bezerra de Mello, em mais uma edição do Fórum Rio Cidade Sede - Infraestrutura: Desafios e Oportunidades, promovido nesta segunda-feira pelos jornais O GLOBO e "Extra". Ele acredita que a cidade não terá problemas para atingir as metas no número de leitos para a Copa de 2014 (40 mil) e as Olimpíadas de 2016 (50 mil):
- O movimento está favorável, as novas normas de incentivo da prefeitura estão dando resultados, não tenho dúvidas de que ultrapassaremos estas metas. O que ainda me preocupa para os Jogos, realmente, são os aeroportos. Estamos longe de ter terminais com a qualidade de Primeiro Mundo - disse, indicando que a cidade não precisaria colocar navios de cruzeiro na costa para atingir o total de quartos exigidos para a realização dos Jogos.
Bezerra de Mello afirmou, no evento patrocinado pelo Bradesco e pela CCR, que o ambiente está propício e que muitos negócios estão sendo analisados na região do Porto e na Barra, embora lamente a falta de áreas na Zona Sul para novos empreendimentos. Ele disse que, após as Olimpíadas, o número de pessoas trabalhando na cadeia do turismo pode dobrar, chegando a 200 mil no Estado do Rio.
Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, afirmou que o ambiente está favorável aos empreendimentos depois das isenções fiscais dadas pela prefeitura e da retomada do financiamento do BNDES para o setor. Mas ele lembrou que é preciso pensar no uso sustentável dos hotéis.
- O Rio precisa de um grande evento por mês. Temos o carnaval e o réveillon, mas há carência de evento em julho, por exemplo. O ideal é criar algo cultural, como teatro ou música - disse Sampaio, que planeja realizar um encontro com os cem maiores organizadores de eventos no Rio em 2011.
Leia a íntegra da reportagem na edição do Globo Digital

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