quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Inea embarga construção de resort em Angra

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) embargou, na noite de ontem, as obras de construção do complexo hoteleiro turístico e residencial “Angra One”, localizado no bairro Frade, em Angra dos Reis. O empreendimento do grupo Caesar Park - composto por resort, bangalôs, villages, casas e casas premium, - estava cometendo irregularidades em sua terraplanagem.

Embargo: Obras em local no qual seria construído o
resort estaria danificando manguezal no Frade

— A vistoria constatou que a movimentação de terraplanagem não estava tendo gestão adequada, escorregando material para o manguezal e para a água. Outras vistorias mais detalhadas serão feitas, pois passaremos o pente fino para verificar cada item, mas é certo dizer que emitiremos uma multa que ainda não há valor aproximado — afirmou o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira.

O complexo, que tinha previsão de entrega para início de 2014, tem cinco tipologias de produtos: bangalôs, villages, casas, casas premium, e resort. O “Angra One” estava recebendo um investimento de R$ 300 milhões para combinar com o conceito de segunda moradia à conveniência de serviço de hotel cinco estrelas.

Para os investidores, o condomínio oferecia quatro tipologias de imóveis para compra: bangalôs de 92.33 m² com vista para a baía de Angra; villages de 226.92 m² com 4 suítes e clube exclusivo com piscina, sauna seca e úmida, spa, hidromassagem e espaço gourmet; casas com 228.34 m² de área construída com 4 e 5 suítes, piscina e jardim; e ainda terrenos para casa premium de até 2.586 m² no total.

Já o projeto do hotel, com operação hoteleira do Grupo Posadas, contava com 158 unidades com opção de praia, piscina, saunas, salas de massagem, centro de convenções, conveniência, restaurantes, fitness center, business center, barcos a vela, passeios de lancha pelas ilhas e saídas de mergulho.

Ainda, segundo o presidente Firmino, o empreendimento não é ilegal, pois foi licenciado em 2008. O biólogo Mário Moscatelli fez uma vistoria aérea no último dia 22 de outubro e constatou a irregularidade.

— Com o erro de terraplanagem uma importante área de mangue foi danificada, e há um grande risco desse manguezal desaparecer — afirmou o biólogo.

Os responsáveis pela construção do resort em Angra se disseram surpresos com o embargo. De acordo com Paulo Fabbriani, diretor da Fator Realty, controladora do empreendimento, todos os cuidados ambientais estavam sendo rigorosamente tomados.

— Estamos devidamente licenciados, num processo que demorou sete anos. Passamos por três audiências públicas para mostrar nosso Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Por isso, vamos entrar com o recurso administrativo cabível nesse caso. Não acreditamos que isso deva perdurar — ressaltou o empresário.

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