segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Investimento: Ser independente ou entrar em rede

Todo investidor hoteleiro chega num ponto crucial de decisão quando faz o planejamento de uma nova propriedade: Ser independente ou Entrar numa Rede.

Poucos sabem, mas geralmente redes hoteleiras fazem poucos investimentos imobiliários. Na verdade, muitos deles, principalmente as grandes marcas estrangeiras, fazem grandes investimentos e esforços nas suas marcas o que as fazem reconhecidas e de aceitação no trade o que ajuda no lançamento de novos hotéis.

Não quero dizer aqui que não vale a pena, mas por muitas vezes, onde se diz que tal marca está inaugurando novas unidades, o investimento imobiliário não está sendo realizado pela marca e sim por um investidor, ou um grupo deles, que fica a sombra da marca contratada.

Mas tudo é uma questão de investimento e como você vai investir, não adianta imaginar que você ao construir um hotel e colocá-lo sob a administração de uma marca poderá dar “pitacos” operacionais, administrativos ou mercadológicos. As administradoras hoteleiras farão planos de ação, planejamentos estratégicos e você, como investidor, ficará observando os resultados e coletando os lucros (ou prejuízos).
Com a hotelaria nacional aquecida por conta das promessas de 2014 e 2016, os resultados estão aparecendo de forma positiva em todas as regiões, mesmo aquelas que se tinha pouca percepção ou investimentos na área. A Grande questão é quando o mercado desaquecido ou em crise. Entre 1998 e 2003 todo o trade passou por maus bocados e as marcas se posicionaram estrategicamente administrando unidades que davam resultado ou que tinham possibilidade de resultados futuros, deixando de administrar aquelas com resultados negativos. Em alguns casos, estas propriedades começaram a ser independentes, e/ou entraram para outras marcas, porém grande parte destes (principalmente os flats), fecharam suas portas ou se transformaram em outro produto. (basta lembrar da Marca Parthenon)

Não vou dizer aqui que os independentes mantiveram suas portas abertas, aqueles que foram competentes em suas contas e planos, permanecem vivos até hoje, porém houve a mesma quantidade de fechamento de portas por parte dos independentes, quanto os de rede.

A grande questão é: o Investidor, o dono da propriedade, o dono do hotel, quando este define que sua propriedade vai ser independente, e temos vários exemplos de sucesso disto, ao se deparar com uma crise, os planos de ação e estratégias são para a manutenção e a sobrevivência do hotel, mesmo que este amargue prejuízos por um longo período.
Este mesmo hotel sob a administração de uma marca, ao vislumbrar que a crise perdurará por tempo muito longo, ou que os lucros não são relevantes para a totalidade da marca, simplesmente levantam-se da cadeira e passam a bola para o proprietário.

Logicamente nunca nos esqueçamos que há varias situações contratuais de administração que geralmente envolvem algumas dezenas de anos, mas dependendo do contrato de administração, em crise a administradora pode se retirar ou até mesmo o proprietário insatisfeito por conta da crise decide por si mesmo mudar as rédeas e entra em acordo com a marca para deixarem sua propriedade.


Uma boa parcela de culpa por estas situações são de responsabilidade do próprio investidor que se esquece que não está alugando ou arrendando, e sim deixando a administração nas mãos de uma marca que em geral são extremamente competentes.
Não devemos nos esquecer de que um hotel não é só resultado financeiro, e sim resultado de um trabalho de anos de reconhecimento de seus clientes e hospedes e a real e grande marca é aquela que fica guardada na memória de todos.

Deixar seu hotel na mão de administradoras pode ser um grande negócios ou não, vai depender de como você quer o seu hotel daqui a 50 anos (ou depois de 2016).

Nenhum comentário:

Postar um comentário