segunda-feira, 22 de agosto de 2011

São Paulo debate setor hoteleiro e lança perfil do hóspede

O turismo da cidade de São Paulo vive o seu melhor momento e a hotelaria deve e pode caminhar nesse mesmo compasso. A mensagem é de Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), ao comandar nesta terça-feira (16/08) um debate sobre o panorama da hotelaria paulistana. "Desde 2005, o tempo de permanência tanto do visitante doméstico como internacional praticamente duplicou. Isso reflete no cenário de total governabilidade por qual passa a cidade. Temos 42 mil leitos em São Paulo, sendo que 19 mil estão instalados em flats. Por isso, precisamos urgentemente sacramentar uma nova legislação que regulamente a atuação desses empreendimentos", afirmou Carvalho. De acordo com ele, a hotelaria de São Paulo é considerada a melhor da América Latina.

O vereador e presidente da Comissão Permanente de Trânsito, Transportes, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia da Câmara Municipal de São Paulo, Gilson Barreto, informou que a Comissão irá promover no começo de setembro um seminário sobre a situação da hotelaria paulistana a fim de agilizar o processo e votação do projeto de regulamentação dos flats. Atualmente, 50% da oferta de quartos da cidade é composta pelos flats. Já o consultor e coodenador do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Caio Calfat, anunciou que no prazo de um mês será lançado um manual detalhando as melhores práticas de negócios para redes hoteleiras, incorporadoras e compradoras. O material está sob a supervisão do especialista Diogo Canteras e conta com o apoio da Associação Brasilleira da Indústria de Hotéis (ABIH) e do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

A infraestrutura de transporte também foi apontada como um gargalo para o crescimento da hotelaria paulistana. Segundo Orlando de Souza, diretor da TurSP e presidente do Conselho do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), a expansão de hotéis em outras localidades da cidade de São Paulo deve ser realizada a partir de uma boa infraestrutura de transportes e acesso. "A oferta de leitos em São Paulo poderia chegar a 60 mil se o turista tivesse condições de se hospedar em empreendimentos localizados em Guarulhos, Santos, São José dos Campos, por exemplo. O problema é a atual inviabilidade de acesso", justificou Souza ,mencionando, no entanto, que o Centro de Convenções de Pirituba, a partir do momento que se instale como um novo polo de negócios e receba a infraestrutura local adequada, possa também se desenvolver na área da hotelaria. A previsão do projeto é construir dois hotéis.

Durante o debate, a SPTuris também apresentou o balanço do primeiro semestre de 2011 e o perfil dos hóspedes em meios de hospedagem paulistanos. No primeiro semestre deste ano, os hotéis paulistanos alcançaram uma taxa média de ocupação de 69,3%, o que corresponde a um crescimento de 4,61% em relação ao mesmo período do ano passado. "Se esse índice se confirmar até o final do ano teremos um novo recorde", afirmou Luiz Sales, diretor de Ações Estratégicas e Comunicação da SPTuris. A diária média praticada pelos hotéis atingiu a marca de R$ 232 e a arrecadação de ISS foi de R$ 94,8 milhões, 24,24% maior do montante movimentado em 2010. A capital paulista conta uma oferta de 410 hotéis. "Também percebemos que, nos últimos quatro anos, houve um aumento no número de hostels espalhados pela cidade. São 23 empreendimentos ao todo. A tendência é que essa quantia cresça principalmente por conta dos eventos e da Copa do Mundo de 2014", explicou Sales. Esses hostels obtiveram uma ocupação média de 66,21% e diária praticada de R$ 43 nos primeiros seis meses do ano.

Para analisar o perfil do hóspede, a entidade mobilizou um universo de 100 hotéis da cidade. O setor de negócios se mantém como o principal motivador da vinda de turistas, seguido pelo segmento de eventos. As duas áreas somaram 71,2%. O setor de lazer, por sua vez, cresceu sua participação em 39% desde o ano de 2009 e o segmento de saúde foi responsável pela entrada de 62% de visitantes nos últimos dois anos. Além disso, o gasto médio diário pelo turista do segmento de saúde é 54% maior (R$ 623) daqueles que vêm à cidade por outras razões (R$ 405). Em permanência, a média é 3,1 noites e o gasto total de R$ 1.263. "Enquanto os brasileiros ficam 2,9 noites e gastam R$ 1.200, os turistas internacionais permanecem 4,1 noites, movimentando R$ 1.700. Os Estados Unidos é o nosso maior emissor", declarou Sales. Nos hostels, a predominância é o estrangeiro (46,1% dos hóspedes), especialmente aqueles provenientes de países de cultura inglesa. "Por isso, também estamos apostando na formatação de materiais da cidade em outros idiomas" concluiu o diretor.

http://www.mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/75238

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