sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Gerente Bungee Jump


Cezar Nogales
Hoje, estava eu tranquilo, sem aquela criatividade para escrever que as vezes acontece com pessoas como eu que produzem textos e livros, o que chamamos comumente de cansaço mental.

Porém, impetuosamente, por algumas questões, sejam elas jocosas ou sejam elas sérias demais para ficar calado, surge novamente o bichinho chamando os dedos para judiar do teclado.

Com consultor hoteleiro sempre sou consultado pelos mais diversos meios de hospedagem e as vezes, enfaticamente as vezes, um ou outro cliente mete verdadeiramente as mãos pelos pés.

De repente por um ímpeto, sabe-se lá de onde aparece esse demoniozinho, ou o proprietário do hotel se cansa do gerente que tem ou mesmo o gerente da unidade se vai para outros rumos, são nuances da vida, e num ato meio que desesperado, sai em busca de um “profissional” e acaba caindo nas mãos dos diversos “especialistas” com muita bagagem em seus curriculuns e muitas idiotices na cabeça.

E não é que foi este motivo, após conversar com um gerente de um de meus clientes que acabou por me lembrar daquelas tirinhas do Dilbert de Scott Adams, muito boas da década de 1990, hilárias porém muito sérias. De seu delicioso livro o Principio Dilbert me surgiu a lembrança dos vários tipos de gerentes descritos por este autor.

O Gerente Bangee Jump

Este contato em particular me fez lembrar do Gerente Bungee Jump, para aqueles que ainda não entendem o Ingles, ai vai uma parca tradução:
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Quadro 1: Estará chegando o gerente Bungee Jump a qualquer momento

Quadro 2: Sou seu novo chefe – Vamos mudar tudo antes de que eu seja demitido – Oops, muito tarde Tchau!

Quadro 3: Ele foi como um mentor para mim – Eu acho que ele fez a diferença

E em pleno século XXI ainda nos deparamos com este tipo de pessoa nas gerencias de muitas, muitas empresas, e vocês acham que os meios de hospedagem estão isentos disto? Ledo engano, é um dos lugares onde mais existem este tipo de gerentes.

Eles chegam, não perguntam nada a ninguém, são os donos da verdade, começam a fazer mudanças, trocam fornecedores, padrões, formulários, até a cor do cabelo, dali a pouco... Foram demitidos.

Enquanto isto a equipe que estava coesa, hospitaleira e realmente disposta a fazer a diferença, começa olhar do lado e ver que há outras empresas que podem trata-los melhor e até mesmo ter uma melhor oportunidade.


Identificando o Gerente

Nem todos estão preparados para assumir uma gerencia, como também muitos gerentes são verdadeiros incompetentes, não porque é de sua natureza ser incompetente, mas porque não conseguem se adaptar a função ou até mesmo, não é o que realmente querem fazer.

A forma mais correta de se chegar a uma gerencia é galgando seu espaço pelo profissionalismo, mas a questão real é: Você realmente está preparado física e psicologicamente para ser gerente? Ainda mais, você tem a devida competência para ser gerente?

Muitos colaboradores por serem competentes no que faz vão ganhando posições nos respectivos setores em que trabalham, seus lideres e chefes vêm este colaborador com bons olhos justamente porque é muito capaz e assim vai sendo promovido até um momento que não há mais uma promoção, chegou no seu limite, e este limite pode ser de duas formas:

  1. Porque não há nenhuma outra função acima da sua porque é o próprio dono do negocio que é seu superior imediato
  2. Porque não tem a competência necessária para ser realmente bom no que faz.

No caso numero 1 temos a situação de que não há realmente como subir de cargo porque justamente não há mais cargos a serem alcançados, se este é seu caso e você se acha competente o suficiente para subir mais um degrau, vai fundo e consiga outro emprego.

No caso numero 2 (que é o caso da maioria), você pode se achar muito competente no que faz mas não é promovido. A partir dai começa achar que está sendo colocado de lado. Veja bem se a questão principal não é a simples questão monetária e de status que você está precisando, porque na verdade quando você não é promovido é justamente porque não está sendo competente suficiente na sua função.



Conhecendo o seu lugar

Como qualquer ser humano, já passei por estas fases de quere subir, subir e subir, quando atingi a gerencia de um hotel, realmente notei que ali era a minha praia, porém a minha praia necessita de constantes desafios e diferentes estratégias, foi quando decidi partir para a consultoria, desta forma posso estar sendo constantemente desafiado em gerenciamento de qualquer hotel. Não me peça para ser seu diretor (já recusei vários convites) porque da mesma forma que o Capitão James T. Kirk foi um incompetente como Almirante da Frota Estelar pois justamente sua praia era comandar uma nave, assim sou eu, prefiro um milhão de vezes fazer o que faço do que outra coisa.

Identificar o que você gosta é a melhor parte e qualquer trabalho que você realize, eu me dei conta de que queria fazer o que faço quando tentei promover um mensageiro para outra função e suas palavras foram: - Adoro o que faço e la na recepção não vou ter a liberdade que tenho aqui. E de fato, este colaborador além de extremamente competente, era realmente feliz com o que fazia não lhe faltava escolaridade ou postura para outras funções acima da que exercia, mas era exatamente isto que ele tinha compreendido.

É certo que hoje estamos em uma sociedade que preza muito mais o que se tem do que se é, mas realmente falando a miúdos, quanta incompetência por conta disto existe nos dias de hoje, se você não tem um smartphone, um carro bacana e roupas de marca, não vale nada, sem importar o que realmente é, o que conhece e o que sabe. A partir desta premissa, temos pessoas que são completamente idiotas filosofando sobre isto ou aquilo e os demais idiotas lhes dando razão porque justamente ele tem um carrão.

Portanto: não se importe com o que os outros digam ou façam, seja competente naquilo que você faz e tenha a clareza de que faz o que gosta. Na hotelaria é assim, ou gostamos do que fazemos ou nada feito, logo: SEJA!

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