quarta-feira, 3 de julho de 2013

Enquanto especuladores afirmam que a Copa e as Olimpiadas trará um novo rumo para a hotelaria nacional....

Os numeros e resultados com a copa das confederações não estão fazendo verão!

Algumas noticias


Ocupação hoteleira no Rio é mais baixa do que a média em junho 

Rio de Janeiro - O índice de ocupação hoteleira no Rio, neste fim de semana em que é encerrada a Copa das Confederações, atingiu 80%, de acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih). A partida final da competição, entre o Brasil e a Espanha, começa às 19h no Estádio do Maracanã. A média geral de ocupação durante o evento, iniciado no último dia 15, foi 60%, inferior à faixa tradicional de ocupação para o mês, entre 70% e 75%. Na avaliação do presidente da Abih, Alfredo Lopes, a Copa das Confederações não trouxe o incremento esperado pelo setor. Lopes atribuiu a queda da ocupação hoteleira na capital fluminense à crise econômica internacional, que “afasta os torcedores de outros países” e ao fato de os jogos ocorrerem também em outros estados.

Edição: Graça Adjuto



Hotelaria comemora ocupação de junho 
porKelly Cerqueira

Um dos períodos mais desastrosos quando o assunto é o número de ocupação hoteleira em Salvador, o mês de junho deste ano surpreendeu os empresários do ramo. A realização dos jogos da Copa das Confederações surpreendeu os donos dos hotéis soteropolitanos, que enfrentavam crise no fluxo de hóspedes desde o início do ano, principalmente no segundo trimestre, como informou o presidente do Associação Brasileira de Indústria de Hotéis Bahia (Abih), José Manoel Garrido.

O melhor resultado ocorreu no dia do jogo Brasil X Itália, no dia 22, quando a ocupação hoteleira na capital baiana girou em torno de 94%, segundo constata a pesquisa Taxinfo, realizada pela Abih. O movimento gerado pela partida foi o principal responsável pelo aumento da média de ocupação do mês de junho de 45% em 2012, para 54% este ano, como informou o presidente da instituição. “O movimento no dia do jogo do Brasil surpreendeu os empresários do setor, que esperavam o aumento máximo de até 70% para o dia do jogo”, relatou.

Segundo Garrido, a proximidade entre as partidas na Arena Fonte Nova – Uruguai X Nigéria, no dia 20 e Brasil X Itália, no dia 22 - colaborou para o sucesso nos números. “Muita gente aproveitou o intervalo pequeno para comprar os ingressos das duas partidas, aumentando o tempo de permanência na cidade”, contatou. Entre os dias 19 e 20 o movimento nos hotéis chegou a 51,16%, devido ao jogo Nigéria X Uruguai e permaneceu crescente até chegar ao pico no dia da partida do Brasil, quando a ocupação chegou a 94,2%.

Embora a média de ocupação seja apenas 10% a mais do que o movimento gerado nos meses de junho, os números foram melhores do que esperados pelos empresários do setor. “Quem trabalha com o ramo de hotelaria teve duas sensações diferentes com a chegada da Copa das Confederações. A primeira impressão foi de que seria um verdadeiro fracasso, com o início do mês de abril e o movimento fraco em todo o segundo trimestre o ano. A perspectiva foi das piores até a chegada do mês de junho, quando houve a reação e o aumento nas reservas”, explicou o presidente da Abih.

Com o final da Copa das Confederações (30), o setor já começa a se preparar para a Copa do Mundo de 2014, na esperança de que os números sejam ainda mais animadores. “Embora o terceiro trimestre seja melhor em faturamento, a perspectiva para a Copa do Mundo ainda é preocupante. A experiência dos jogos preparativos mostrou que apenas 1% dos visitantes é de origem estrangeira, então o planejamento para o mundial ainda preocupa”, ponderou Garrido. Ainda segundo ele, a situação da economia no setor sofre transformações desde 2011, quando novos leitos foram lançados no mercado, aumentando a oferta de serviços e a concorrência.


Obras de hotéis para a Copa estão atrasadas 
QUEILA ARIADNE
Até a Copa das Confederações, eram para ser 11 novos hotéis em Belo Horizonte, segundo balanço de projetos entregues à prefeitura. Mas só seis foram inaugurados. Entre os cinco empreendimentos atrasados, está o único cinco estrelas: o Golden Tulip, na esquina das avenidas Contorno e Andradas, no Santa Efigênia, região Leste. Quando ele foi lançado, com a presença de um investidor famoso – o apresentador Roberto Justus – em maio de 2011, a promessa era começar a operação no primeiro trimestre de 2013.

A M. Roscoe, construtora responsável, foi procurada pela reportagem para informar a nova previsão de entrega e o motivo do atraso, mas não retornou até o fechamento desta edição.

O Golden Tulip, um investimento de R$ 200 milhões, terá um heliponto e 405 apartamentos, com tamanho médio de 40 m². A suíte presidencial terá mais de 200 m².

Além deste empreendimento, a capital deveria ter pelo menos mais um hotel de luxo para a Copa das Confederações, o Fasano. A rede iria reformar a antiga sede do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg), na praça da Liberdade, e investir R$ 46 milhões na construção de um hotel de alto padrão, pagando um aluguel mensal de R$ 13 mil, em uma concessão de 30 anos. Entretanto, o governo do Estado revogou a licitação, alegando que a motivação era fomentar a rede hoteleira para a Copa do Mundo, mas já havia empreendimentos suficientes para o evento.

O presidente do Sindicato dos Bares, Hotéis e Restaurantes (Sindhorb), Paulo César Marcondes Pedrosa, afirma que o atraso da entrega dos hotéis para a Copa das Confederações não é uma preocupação. Mas o que vai acontecer depois é preocupante.

“Não teremos lotação para este evento. No máximo 20 hotéis estão sendo privilegiados e a lotação tem mais a ver com a mistura do evento com a demanda normal que temos durante a semana, de turismo de negócios. A preocupação é para o pós-Copa do Mundo. O que Belo Horizonte vai fazer com tantos hotéis que serão inaugurados?”, questiona Pedrosa.

Se todos os 43 novos hotéis previstos para 2014 forem inaugurados, quando a Copa passar vão sobrar 17.800 leitos vagos em Belo Horizonte. A conta leva em consideração a previsão de novas unidades e a atual taxa média de ocupação da hotelaria, que é de 75%. Hoje, a capital conta com 17.921 leitos, mas usa 13.440.

Superoferta. Segundo balanço da Secretaria Municipal Extraordinária da Copa do Mundo, estão previstos 31.240 novos leitos. Se a demanda continuar nos mesmos 13.440 leitos, sobrarão 17.800. “A hotelaria vai ter que ser muito mais criativa e competente. O desafio para manter a ocupação é investir em centros de convenções para atrair grandes congressos. Mas cadê o centro prometido na avenida Cristiano Machado? E a expansão do Expominas?”, afirma Pedrosa.

Multa. O ramo hoteleiro, que recebeu incentivos do governo municipal para construir, tem o desafio de entregar os projetos em oito meses. Em 2010, para fomentar a abertura de hotéis para a Copa do Mundo, a prefeitura criou a Lei 9.952, que ampliava o potencial construtivo para empreendimentos hoteleiros, desde que fossem entregues até fevereiro de 2014.

Os beneficiados que não cumprirem o prazo, terão que pagar por este adicional, multiplicado pelo valor do metro quadrado do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Curiosidades Investimentos Somados todos os 43 projetos de hotéis em andamento na capital mineira, o total é de R$ 1,41 bilhão

Vagas Quem quiser vir a BH para assistir aos jogos Taiti e Nigéria (17) e Japão e México (22) ainda encontrará vagas. Já para a semifinal (26), está difícil achar hotel



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